História da Turquia

 

O território da atual Turquia foi dominado por vários povos ao longo de sua rica história. Abrigou vários reinos e dois dos mais poderosos impérios na História da Humanidade: o Império Bizantino e o Império Otomano.

Por volta de 1700 aC, os hititas dominaram a parte oriental da atual Turquia asiática, e conquistaram a maior parte da região, entre 1600 aC e 1180 aC. Tornaram-se um dos povos dominantes do Oriente Médio, em cerca de 1340 aC. Por volta de 1250 aC, deu-se a Guerra de Troia, com os gregos liderados pelo Reino de Micenas.

Nos séculos seguintes, algumas cidades gregas surgiram na costa do Mar Egeu, como Mileto, Priene e Éfeso. A parte oriental da Anatólia (antigo nome da península asiática da atual Turquia) foi dominada pelos assírios. Os frígios dominaram a região centro-oeste e lá fundaram seu reino, onde governou, no século 8, o lendário Rei Midas.

No século 7 aC, a configuração da Anatólia mudou com a invasão dos cimérios, vindos do sul da atual Rússia, ao norte do Cáucaso. Os cimérios ocuparam parte do nordeste da Anatólia, banhada pelo Mar Negro, e conquistaram a Frígia, em 695 aC. Em meados do século 7, floresceu o Reino da Lídia, com capital em Sardes, que dominou a parte ocidental da Anatólia, até o século seguinte. A parte oriental, até a Capadócia, foi dominada pelos medos, cujo império estendia-se até a costa do Mar da Arábia. Lídios e medos continuaram a disputar territórios na Anatólia, até 585 aC, quando os dois reinos chegaram a um acordo de paz. Por volta de 560 aC, Creso subiu ao trono da Lídia. Ele gabava-se de seu poder e riqueza, mas foi o último rei da Lídia e quase morreu queimado na conquista de seu reino pelos persas, segundo Heródoto.

Em 559 aC, Ciro II tornou-se o rei da Pérsia, no atual Irã. Em 550 aC, os persas dominaram o Império Medo. Depois, Ciro II seguiu para a Lídia, conquistou toda a Anatólia e a Trácia, por volta de 546 aC. Assim, todo o atual território da Turquia tornou-se, então, dominado pelos persas. Entretanto, as cidades da costa ocidental da Anatólia continuaram sob influência da cultura grega. Em meados do século 4 aC, por exemplo, foi edificado o Mausoléu de Halicarnasso, uma das maravilhas do mundo antigo, com projeto e arquitetos gregos.

O domínio persa da Anatólia durou até 334 aC, quando foi conquistada por Alexandre. O Helenismo foi difundido por toda a região. Com a morte de Alexandre, em 323 aC, o Império Macedônio foi dividido entre seus generais. A Trácia ficou com Lisímaco, mas a Anatólia foi disputada, dividida e redividida pelos generais de Alexandre e seus sucessores, até o século 2 aC.

A partir de 167 aC, os romanos começaram sua influência sobre a Anatólia, adotando protetorados. No primeiro século antes da Era Cristã, Roma dominou toda a Península, que foi reorganizada como províncias romanas. Em 46 da Era Cristã, a Trácia também se tornou província romana.

O Cristianismo chegou na Turquia no primeiro século da Era Cristã. Em 313, o Imperador Constantino garantiu a liberdade religiosa aos cristãos. Em 33o, Constantino deu a Bizâncio, uma antiga colônia grega, o nome de Constantinopla (atual Istambul). A Cidade ganhou, então, enorme prosperidade nas décadas seguintes e, no final do século 4, tornou-se a sede do Império Romano do Oriente, oficialmente cristão.

O Império Romano do Ocidente acabou, em 476, quando seu último imperador foi deposto pelos bárbaros, mas o Império do Oriente continuou a prosperar e passou a ser referido como Império Bizantino.

No século 6, o imperador Justiniano expandiu o Império Bizantino, conquistando territórios do antigo Império do Ocidente, na região do Mediterrâneo, incluindo a Itália, sul da Espanha e norte da África.

O século 7 marcou a expansão dos árabes, que conquistaram vários territórios do Império Bizantino, incluindo Egito, Síria e Palestina. Os árabes também passaram a atacar áreas da Anatólia. O Islamismo expandia-se pelo Oriente Médio.

No século 10, tribos turcas estabeleceram-se no Cáucaso e continuaram suas incursões pelas fronteiras orientais do Império Bizantino. Povos turcos ou turcomanos habitam boa parte da Ásia Central. No século 6, dominavam territórios entre a China e o Mar Negro.

Em 1054, houve o Cisma da Igreja Católica, dando origem à Igreja Católica Ortodoxa, no Oriente.

No século 11, os seljúcidas, um povo turco de religião islâmica, conquistaram boa parte da Anatólia e formaram um grande império no Oriente Médio, que se estendia até a Pérsia.

Nas últimas décadas do século 11, os armênios conquistaram a Cilícia, na costa sul do Mediterrâneo. Davam apoio aos cruzados e comerciavam com genoveses e venezianos. Foram conquistados pelos mamelucos do Egito, em 1375.

Em 1204, Constantinopla foi tomada pela Quarta Cruzada, que fundou o Império Latino. O antigo Império Bizantino tornou-se fragmentado, com a formação de reinos autônomos. Em 1261, um desses reinos, o Império de Niceia da Anatólia, reconquistou Constantinopla e o Império Latino acabou. O conquistador Miguel VIII iniciou a última dinastia de imperadores bizantinos, mas seu Império abrangia apenas parte da Anatólia e parte da Grécia. Além disso, continuou a perder territórios para os turcos.

Na segunda metade do século 13, o Império Seljúcida estava dividido e enfraquecido. A maior parte do Império foi conquistada pelos mongóis e a Anatólia tornou-se um campo de batalhas. Nesse contexto, no final do século 13, um principado turco (beylik) da parte ocidental da Anatólia, liderado por Ósman (pronunciado ʿUthmān em árabe, que deu origem ao adjetivo otomano), conquistou independência.

Em meados do século 14, o Império Bizantino era só uma pequena parte da Grécia, em territórios descontínuos. O Império Mongol estava em decadência. Ósman faleceu, entre 1324 e 1326, e foi sucedido por seu filho Orhan, que continuou a conquistar territórios na Anatólia. Até 1451, seus sucessores conquistaram a maior parte da Grécia, territórios da atual Bulgária e adjacentes. Nos anos 1360, a capital do Império Otomano foi transferida para Adrianópolis (atual Edirne), na Trácia. Em 1451, Maomé II tornou-se o sultão do Império Otomano pela segunda vez (a primeira, entre 1444 e 1446, ainda criança). Ele continuou a expansão do Império e, em  29 de maio de 1453, conquistou Constantinopla. A Hagia Sophia foi transformada em mesquita, mas foi garantida liberdade de culto para os católicos e um novo patriarca foi eleito em 1454. Constantinopla tornou-se a capital do Império Otomano. O Império Otomano continuou a expandir-se pela Europa, Ásia e norte da África.

Até o início do século 16, turcos e árabes dominavam o comércio com as Índias e a navegação no Oceano Índico. O Império Otomano tinha uma aliança com os genoveses, que faziam ligação com o comércio de produtos orientais na Europa. Os venezianos comerciavam com os árabes através de Alexandria. Essas rotas comerciais foram abaladas com a ascensão do Império Lusitano. Os portugueses chegaram na Índia, em 1498, pioneiramente pelos oceanos, mas não foram bem recebidos, foram atacados. Turcos e árabes temiam a concorrência dos portugueses. Como resultado, Cabral e, depois, Vasco da Gama, bombardearam Calicut, o principal centro comercial, da época, no sul da Índia. Os portugueses estabeleceram feitorias e alianças em outras cidades na costa ocidental indiana. Em 1509, venceram árabes e turcos na Batalha de Diu e passaram a dominar o comércio no Oceano Índico. Depois, os portugueses controlaram a navegação no Golfo Pérsico.

Em 1517, os otomanos conquistaram o Egito. O apogeu territorial do Império foi atingido na segunda metade do século 17. A decadência começou no final do século 18. O Império perdeu vários territórios no século 19 e foi extinto, em 1920, após a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Após a Guerra, os conflitos continuaram na região do antigo Império, até 1923, quando a Turquia moderna foi fundada como república e capital em Ankara. Houve grandes mudanças sociais, jurídicas e políticas. Eleições multipartidárias ocorreram em 1950.

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Creso

 

Mapa Turquia seculo 19

 

Maomé II conquista Constantinopla, em 1453, tela de Fausto Zonaro (1854–1929).

 

Domínio otomano, ao final do reinado de Ósman, em 1324. O enfraquecimento do Império Bizantino (católico), a fragmentação do Império Seljúcida (turco islâmico), no século 13, e a decadência do Império Mongol no século 14, foi o contexto para o surgimento de um novo império turco: o Império Otomano.

 

O Rei Creso sobre uma fogueira para ser queimado, após a conquista da Lídia por Ciro II (ilustração de uma vaso grego de cerca de 490 aC, Museu do Louvre). Os relatos de Heródoto sobre Creso são uma das passagens mais célebres de sua História. Segundo o historiador grego, Ciro II teria poupado Creso após ouvi-lo citar pensamentos de e sobre o filósofo Sólon.

 

Constantinopla, capital do Império Otomano, no século 16. Em primeiro plano, o Sultão Suleyman (1494-1566), montado a cavalo (clique na imagem para mais informações).

 

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Por Jonildo Bacelar

 

 

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